Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS
Publicado em: 13 de janeiro de 2026
O Ministério da Saúde anunciou que não incorporará ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina recombinante contra o herpes-zóster, conhecida popularmente como cobreiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12) e segue parecer desfavorável emitido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A vacina em questão, comercializada como Shingrix, é recomendada para prevenção do herpes-zóster em adultos a partir de 50 anos e em pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais. Apesar de reconhecida por sua eficácia e segurança, a Conitec concluiu que a incorporação ao SUS não é custo-efetiva nas condições analisadas, principalmente devido ao elevado custo do imunizante e ao impacto orçamentário estimado.
A proposta analisada pela comissão previa a oferta da vacina para dois grupos prioritários: idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos. O relatório técnico apontou que a implementação dessa vacinação no SUS poderia gerar um gasto superior a R$ 5,2 bilhões em cinco anos, considerando a vacinação de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas por ano. Mesmo com ofertas de preços reduzidos por parte da indústria farmacêutica, o valor ainda estaria distante daquele considerado viável para o programa público.
O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo agente da catapora, após permanecer dormente no organismo. A doença é mais comum em indivíduos com imunidade reduzida e em pessoas mais velhas, podendo provocar dores intensas e lesões na pele.
Embora tenha sido publicada a decisão de não ofertar o imunizante pelo SUS neste momento, o Ministério da Saúde informou que o tema poderá ser reavaliado no futuro, caso sejam apresentadas novas condições, incluindo propostas de preços mais compatíveis com o orçamento do sistema público. A pasta também ressaltou que segue em negociações com os fabricantes para buscar soluções que tornem viável uma futura incorporação.
Atualmente, a vacina está disponível apenas na rede privada de saúde, onde as duas doses necessárias para o esquema vacinal completo podem chegar a valores elevados, dificultando o acesso de grande parte da população que depende exclusivamente do SUS.
Escrito por: O Clic



